A gente chora porque nasce. Pela vida.
Chora porque cresce.
Sangra. Carne viva.
Chora por medo de morrer, de perder.
E quando tudo acaba, choram por nós.
Entre os espaços não ditos: o que não tem explicação.
Sem os espaços, nada além de versos em vão.
Falamos sem saber, morremos sem dizer.
O que tem valor é imensurável.
Eu muda. Tu mudas. Nós mundo. Quer uma carona?

